O que é, na prática, um plano personalizado
Quando um proprietário nos pede um plano personalizado, já passou pela consulta inicial e, em geral, por uma análise do imóvel e por uma comparação de alternativas. O plano é o passo seguinte: um documento escrito que pega na opção escolhida e a transforma num percurso concreto, com etapas, prazos e custos estimados.
Não se trata de uma promessa de resultado. O plano diz o que é preciso fazer, por que ordem e com que ritmo, e deixa claro o que depende de terceiros, como câmaras municipais, condomínios, empreiteiros ou inquilinos. Escrevemo-lo em linguagem simples, para que possa ser lido à mesa da cozinha e discutido com a família.
Esta nota trata apenas do preço deste documento e do que o faz subir ou descer. Os restantes serviços têm os seus valores indicados na página de preços, e cada um é confirmado por escrito antes de começar.
Como se calcula o valor do plano
O preço do plano resulta do tempo de trabalho necessário para o preparar bem. Parte de uma base que cobre a leitura do material já recolhido, a redação do documento, a organização dos passos e uma sessão de entrega em que o proprietário pode fazer perguntas e pedir ajustes.
Sobre essa base, acrescem ou diminuem alguns elementos conforme a complexidade do caso. Um apartamento devoluto com documentação em ordem exige menos horas do que uma habitação herdada por vários irmãos, com obras por fazer e dúvidas sobre a titularidade.
Por isso, indicamos sempre um valor orientador e só o confirmamos depois de percebermos o caso. O valor final consta do orçamento escrito que lhe enviamos, e nada começa sem a sua concordância expressa.
- Base: leitura do material, redação, organização dos passos e sessão de entrega
- Variação: complexidade do imóvel e da situação do proprietário
- Confirmação: orçamento escrito antes de qualquer trabalho
O que costuma fazer o preço subir
O fator mais frequente é o número de intervenientes. Quando um imóvel pertence a vários herdeiros, o plano tem de prever decisões partilhadas, prazos para consultar cada pessoa e alternativas caso não haja acordo. Isso acrescenta tempo de redação e de reunião.
Também pesa o estado do imóvel. Se existem obras relevantes, o plano inclui estimativas por fases e uma explicação do que é urgente e do que pode esperar. Quanto mais indefinido o estado, mais perguntas ficam por responder e maior o trabalho de organização.
Há ainda o âmbito: um plano para uma única opção é mais curto do que um que prevê um caminho principal e uma alternativa de reserva. Pedir duas vias é legítimo e útil, mas é trabalho a mais, e o orçamento reflete-o.
- Vários proprietários ou herdeiros envolvidos
- Obras por definir ou estado de conservação incerto
- Mais do que uma opção desenvolvida no mesmo documento
- Documentação incompleta que é preciso reunir primeiro
O que costuma mantê-lo mais baixo
Um caso bem preparado poupa tempo a ambas as partes. Se já fez a análise do imóvel connosco, o relatório está disponível e não é preciso voltar a recolher dados. O mesmo acontece quando a comparação de alternativas já foi feita e a escolha está tomada.
Ajuda também ter os documentos à mão: caderneta predial, certidão permanente, valores de condomínio, faturas de despesas habituais. Não é obrigatório ter tudo, mas cada peça que chega completa evita uma troca de mensagens e uma hora de espera.
Por fim, um objetivo claro simplifica o plano. Quem sabe se quer arrendar a longo prazo, usar a casa por temporadas ou preparar a venda no futuro dá-nos um caminho curto para escrever e fácil de seguir.
Custos do imóvel que o plano estima, mas que não são o seu preço
É importante separar duas coisas. O preço do plano é o que paga à culviro.net pelo documento. Os custos estimados dentro do plano são outra matéria: obras, certificados, seguros, impostos, eventuais honorários de outros profissionais. Esses valores são previsões nossas, com margem, e não passam por nós.
Procuramos indicar intervalos razoáveis e dizer de onde vêm os números, para que possa pedir orçamentos a quem executa o trabalho e comparar. Quando uma verba depende de uma decisão de terceiros, dizemos que depende e não a escondemos num total redondo.
Não garantimos rendimentos nem poupanças. O plano ajuda-o a decidir com informação, e a realidade, sobretudo em obras e em arrendamento, pode ficar acima ou abaixo do estimado.
Como pedir, confirmar e pagar
O pedido faz-se pelo formulário da página de contactos, onde descreve o imóvel e o que pretende. A Teresa Lopes responde, esclarece dúvidas e, se fizer sentido, encaminhamos o caso para a minha análise ou para a do Rui Carvalho.
Segue-se um orçamento ou confirmação por escrito, com o âmbito do plano e o valor. Só depois da sua aceitação começamos a trabalhar. Concluído o serviço, emitimos a fatura, que se paga por transferência bancária. Nada se compra ou paga através do site.
Se desistir antes de começarmos, ou se algo correr de forma diferente do combinado, aplica-se a política de pagamentos e reembolsos, que pode consultar na página própria antes de decidir.
- Pedido pelo formulário de contacto
- Orçamento ou confirmação escrita
- Fatura paga por transferência bancária
O preço de um plano personalizado depende sobretudo do tempo que o seu caso exige: quantas pessoas decidem, em que estado está o imóvel e quantas opções quer ver desenvolvidas. Pedimos que nos descreva a situação com calma, sem pressa, e responderemos com um valor claro, por escrito, antes de qualquer compromisso. É assim que gostamos de trabalhar: com os números à vista e sem surpresas.
